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Informações nas Variáveis

Explicação das Variáveis e Como Elas Foram Selecionadas

As 17 variáveis usadas no filtro foram selecionadas de acordo com a disponibilidade de informações confiáveis e que poderiam ser comparadas entre os cinco países.

Variáveis Econômicas

(1) Custo de Investimento ($US/km):
Quanto maior a unidade de custos de investimento, menor a probabilidade de que a estrada será economicamente eficiente.

(2) Topografia (uma proxy para custos de manutenção):
Estradas em regiões montanhosas são mais caras de construir e de se manter do que estradas em áreas planas. Como os custos de investimento são incluídos explicitamente, esta topografia é usada como uma proxy para custos de manutenção. Clique aqui para uma explicação do relevo topográfico.

(3) ) PIB Regional (municípios em que a estrada passará):
As estradas que passam por regiões com maior produto interno bruto tendem a ter mais usuários e portanto geram mais benefícios econômicos. Estradas que passam por áreas de atividade econômica limitada são consideradas de alto risco econômico, por causa da dificuldade de justificar o investimento.

(4) Densidade Populacional (habitantes/ha):
Estradas que cruzam regiões com maior densidade populacional ou que conecta um grande número de populações, tem maior probabilidade de alcançar eficiência econômica.

(5) Receita Agrícola Bruta ($US/ha):
Regiões com maior atividade agrícola são mais prováveis de justificar o investimento em infraestrutura de estradas. Portanto, o filtro estabelece valores altos (maior risco econômico) a estradas que cruzam regiões com menor receita agrícola.

Variáveis Ambientais

(6) Cobertura Arbórea (% cobertura):
Estradas em áreas florestadas representam um grande risco de conversão de hábitat e subsequente perda de biodiversidade e serviços de ecossistema; por isso que os riscos ambientais e os argumentos contra a construção de estradas nestes casos são maiores.

(7) Presença de Pântanos (presente/não presente):
Esta variável é incluída para reconhecer que a importância ecológica dos pântanos. O modelo, consequentemente, estabelece maior risco a estrada que cruzam pântanos.

(8) Média do Balanço Hidrológico:
Esta variável é considerada pelo Filtro de Estradas porque estradas diminuem a capacidade de infiltração do solo. As consequências da redução de penetração de água no solo incluem a redução de água disponível em aquíferos (o que afeta a disponibilidade deste recurso durante tempo de estiagem) e o aumento de alagamento durante tempo de chuva, o qual associado a áreas verdes densas, causa emissões de GEE além da probabilidade de danos físicos.

(9) Estado de Conservação da Natureza:
Os valores alocados a esta variável vêm de informações de escala geográfica global para vários fatores que indicam alteração de ecossistemas: distribuição da população humana, áreas urbanas, estradas, rios navegáveis e usos na agricultura. O índice de intervenção humana é derivado da combinação das influências desses fatores. As áreas menos afetadas, de acordo com esse índice, tem maior risco em nosso Filtro, considerando que a construção de uma estrada implica altos riscos ambientais em áreas que até então tiveram menor nível de intervenção.

(10) Proximidade a Áreas de Conservação/Territórios Indígenas:
O Filtro de Estradas aloca uma nota alta a estradas que cruzam perto de áreas de conservação ou territórios indígenas.

(11) Distância da Rota (km):
A distância total da estrada influência a magnitude do investimento. Essa variável é considerada porque grandes projetos que abrangem grandes áreas de influência tem maior probabilidade de gerar maiores impactos cumulativos ambientais e/ou impactos de transformação por quilometro de estrada construída.

(12) Tipos de Investimento (melhoramentos/novas estradas):
Esta variável tenta distinguir entre projetos de novas estradas ou melhoramento de uma já existente. A suposição é que construir uma estrada nova tem impactos ambientais muito maiores do que de projetos de melhoramento de uma estrada existente. Abrir uma nova estrada, mesmo que seja uma estrada de terra, é um passo decisivo para a abertura de áreas para exploração e ocupação de terras.

Variáveis Sociais *

(13) Nível de objeção a projetos de estrada pelas populações afetadas (escala 1-5):
Quanto mais alto o nível oposição da população referente a estrada, maior será o risco de conflitos sociais e mais alto será o ranking no filtro.

(14) Infrigimento de normas legais (Infringe/não Infringe):
Similar a (13), se uma proposta de estrada infringe qualquer norma (nacional ou regional), o risco de conflitos sociais também será maior.

(15) Existência de pressão externa favorecendo o projeto de estrada (escala 1-5):
Uma estrada que cruza o território de uma população em isolação voluntária apresenta maiores riscos de gerar impactos culturais negativos.

Variáveis Culturais*

(16) Existência de população indígena em isolação voluntária (sim/não)
Uma estrada que cruza o território de uma população em isolação voluntária apresenta maiores riscos de gerar impactos culturais negativos.

(17) Possibilidade de danos arqueológicos (sim/não)
Se há zonas arqueológicas na zona de influência da estrada, o risco de gerar impactos culturais negativos é maior.

*As variáveis socias são subjetivas por natureza, baseada na avaliação do coletor dos dados. Enquanto as variáveis culturais são objetivas, baseada puramente na existência ou inexistência de zonas arqueológicas.

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