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Análisis

En Conservación Estratégica (CSF) ayudamos a los conservacionistas locales a utilizar herramientas económicas para que encuentren soluciones inteligentes y eficientes a los problemas ambientales más urgentes. Desde la creación de CSF en 1998, hemos llevado a cabo numerosos proyectos de análisis en bosques, ríos y ambientes costeros. La mayor parte de nuestro trabajo se ha concentrado en los trópicos, donde los niveles de diversidad biológica son extraordinariamente altos. Para maximizar el alcance y la calidad de nuestro trabajo, incluimos en todos nuestros proyectos a expertos y organizaciones que se destacan en el campo de la conservación.

Estudo sobre a demanda em turismo local para apoiar o desenvolvimento do turismo sustentável em Terras Indígenas do Mato Grosso, Brasil

A Conservação Estratégica (CSF-Brasil) conduziu um estudo sobre a demanda local de turismo na bacia do rio Juruena, no estado do Mato Grosso (MT), para apoiar o desenvolvimento do turismo sustentável em Terras Indígenas (TIs).

O MT tem as maiores taxas de produção de soja do mundo. Junto com a produção de algodão, pecuária e construção de hidrelétricas, estas atividades ameaçam a sobrevivência das populações nativas e da biodiversidade local. As TIs brasileiras são territórios de grande riqueza étnica e cultural e que salvaguardam um vasto patrimônio natural. Visando proteger suas terras, há um crescente interesse por parte das comunidades indígenas na bacia do Rio Juruena (MT) em desenvolver alternativas de renda baseadas em atividades sustentáveis, sendo o turismo visto como uma potencial fonte de geração de renda, valorização da cultura indígena e conservação.

Neste contexto, a CSF-Brasil, em parceria com a Operação Amazônia Nativa (OPAN), avaliou o processo de implementação do turismo em TIs nesta região. Este estudo fornece informações e análises sobre a oferta e demanda dos diferentes modelos de experiências turísticas, os desafios do setor, e tipos de roteiros que atendem melhor as expectativas dos turistas e oportunidades para melhor distribuição da renda entre os elos da cadeia de valor do turismo. Buscamos responder à pergunta: “Quais os tipos de investimentos podem gerar maiores retornos para as comunidades?”

Como parte de nossa metodologia, enviamos um questionário on-line para uma lista de potenciais turistas e operadores de turismo, a fim de entender o perfil e as preferências dos turistas interessados nesses tipos de atividades. Para isso, utilizamos o método do experimento de escolha, uma metodologia de valoração econômica baseado na avaliação de múltiplos cenários hipotéticos. Este método permite uma interpretação quantitativa da percepção sobre os tipos de experiências oferecidas e seus preços.

O estudo apontou que a demanda potencial está interessada especialmente na experiência de imersão cultural por períodos de cerca de 4 dias, com refeições nos padrões indígenas tradicionais e pernoite em ocas indígenas. Os visitantes, porém, dão importância à banheiros com boas condições, que é assim um dos investimentos prioritários para a atração de turistas. Também há uma preferência por atividades com ligação com ambiente natural, como esporte de aventura ou visitar por atrativos de beleza cénica.

Os resultados encontrados podem ser utilizados como insumo para a elaboração de planos de gestão de atividades em TIs. Recomendamos que o etnoturismo na região se preocupe com o fortalecimento das capacidades dos atores locais, para garantir que o desenvolvimento da atividade vise a salvaguarda da cultura local, melhoria das condições de vida das comunidades e conservação dos recursos naturais.

Espera-se que o estudo subsidie o diálogo e decisões das comunidades, assim como a articulação com operadores de turismo, fornecendo subsídios ao processo de planejamento da cadeia de valor do turismo na região.

Clique aqui para ler nosso relatório completo, e aqui para mais informação sobre nossa primeira oficina em campo, e aqui sobre a oficina de apresentação dos resultados finais.

Foto: Uma oca na TI Tirecatinga, MT, Brasil.

Crédito da foto: Marion Le Failler.