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Análises

A Conservação Estratégica apoia conservacionistas locais na utilização de ferramentas da economia que os permitam encontrar soluções inteligentes e eficientes para os problemas ambientais mais urgentes. Desde a sua criação, a CSF conduziu dezenas de estudos sobre ambientes florestais, fluviais e costeiros. A maior parte dos nossos projetos é focada nos Trópicos, pois estes apresentam níveis extraordinários de biodiversidade. Para maximizar a influência e a qualidade dos nossos estudos, nós envolvemos profissionais de renome e organizações conservacionistas em todos os projetos.

Parques Nacionais na Tanzânia

Em 2002 e 2003, a CSF conduziu um estudo econômico dos Parques Nacionais da Tanzânia, fornecendo bases para mudanças nas taxas de entrada dos parques. Este país no Leste Africano tem alguma das mais impressionantes vida selvagem e paisagens do mundo, com famosos parques como Serengeti, Kilimanjaro e Rio Gombe. A CSF trabalhou com o graduado Ezekiel Dembe da Agência de Parques Nacionais da Tanzânia (TANAPA) e outros membros do TANAPA para desenvolver uma estratégia focada no melhoramento da performance econômica dos parques, sem comprometer a proteção da natureza. A última meta do TANAPA é aumentar os lucros gerados pelo sistema de parques, o que iria justificar a criação de áreas adicionais de proteção.

O TANAPA não é subsidiado pelo governo e precisa ainda saldar impostos corporativos. O parque também precisa arcar com sua própria conservação por meio de taxas de visitas e outras fontes de renda. Há já muitos anos a agência tem estado sob pressão para gerar mais rendimentos. Atualmente os parques no norte são repletos de turistas, enquanto os parques do sul recebem apenas alguns poucos visitantes. O TANAPA busca aumentar a renda obtida com os visitantes através do desenvolvimento de mecanismos de preços variáveis e valores somados às atividades turísticas.

Com asistência da CSF, do Dr. Linwood Pendleton da Universidade da Califórnia em Los Angeles e de Miwa Tamanaha, da Universidade do Sul da Califórnia, o TANAPA fez um levantamento com mais de 1.000 visitantes no total de 12 parques e nos pontos de entrada do país. Após coletar dados dos perfis, preferências e gastos, a CSF realizou um seminário de análises intensivas de 2 dias no Parque Nacional Arusha, na Tanzânia, para as pessoas do parque envolvidas no projeto de pesquisa. Simultaneamente, Bryna Chang, uma estudante graduada na Escola de Negócios de Stanford trabalhou com a CSF para conduzir uma pesquisa de mercado da posição da Tanzânia como uma destinação turística competitiva.

Os resultados do estudo recomendaram que a TANAPA:

• Promovesse acampamentos especializados, bem como a reavaliação e concessão de taxas para obter mais lucros com passeios luxuosos;

• Explorasse preços variáveis nos parques, pois de acordo com as pesquisas realizadas, turistas teriam boa vontade em pagar mais dinheiro para ver parques mais famosos ao norte, mas não em pagar a mesma quantia para visitar parques menos conhecidos no sul e oeste do país;

• Criasse uma taxa de entrada intermediária para estrangeiros não-residentes e residentes de outros países Africanos; e

• Produzisse uma campanha focada no mercado de turistas internacionais, divulgando os parques localizados no sul e no oeste.