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Análises

A Conservação Estratégica apoia conservacionistas locais na utilização de ferramentas da economia que os permitam encontrar soluções inteligentes e eficientes para os problemas ambientais mais urgentes. Desde a sua criação, a CSF conduziu dezenas de estudos sobre ambientes florestais, fluviais e costeiros. A maior parte dos nossos projetos é focada nos Trópicos, pois estes apresentam níveis extraordinários de biodiversidade. Para maximizar a influência e a qualidade dos nossos estudos, nós envolvemos profissionais de renome e organizações conservacionistas em todos os projetos.

Estradas no Parque do Vulcão Baru

Em 2003, três investimentos em estradas foram propostos nas proximidades do Parque Nacional do Vulcão Baru, na província de Chiriquí: (1) uma estrada com uma faixa que vai de Cerro Punta a Boquete, via Parque; (2) a tão chamada “rota sul” de Cuesta Piedra a Boquete, via Palmira; e a (3) pavimentação das estradas de acesso até as bases dos guardas nas entradas leste e oeste do Parque. Este estudo fornece uma análise econômica das propostas acima, conduzido pelo CSF e pela TNC. Nós empregramos o “Modelo de Decisão Econômica de Estradas” (RED), desenvolvido pelo Banco Mundial em 1999. A pesquisa foi financiada em conjunto pela TNC e pela Conservação Internacional (CI), A realização dessa pesquisa foi um dos vários fatores que levaram ao cancelamento da proposta estrada que atravessaria o parque. Ao invés desta, a estrada de baixo impacto, “Rota Sul” foi selecionada.

Nossa descoberta foi de que a estrada Cerro Punta-Boquete é economicamente inviável e representaria uma perda para a economia panamenha, mesmo antes de se considerar os custos ambientais. Nosso cenário base prevê 250 veículos por dia, trânsito igual à cerca de 25% do tráfico da estrada pavimentada principal e com duas faixas que ligariam Cerro Punta e Boquete à Rodovia Inter-Americana. Este cenário ocasionaria uma perda de $808 mil para a economia nacional nos primeiros 20 anos de operação. Para que houvesse a benefícios na construção dessa estrada, uma média de 364 veículos ao dia seriam necessários no primeiro ano, mais de 500 ao dia no décimo ano de operação e 657 ao dia em vinte anos. Grandes variações periódicas, diárias e mensais ocorreriam, significando que o tráfego máximo seria relativamente maior que a média.

Estes níveis de tráfego são incompatíveis com o conceito de estradas “ecológicas”, as quais permitem o transporte motorizado em certas zonas sem degradar o ecossistema ou ameaçar suas espécies, e sem prejudicar a contemplação pacífica da natureza. Ao contrário, permitindo-se a construção de uma estrada cortando o Parque Nacional Vulcão Baru, os efeitos teriam sido engarrafamentos regulares e acidentes num dos parques mais visitados do Panamá.

Veja o Relatório

Análise Econômica de Três Investimentos em Estradas que Atravessariam o Oeste do Parque Nacional Vulcão Baru e áreas vizinhas (Panamá).