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Análises

A Conservação Estratégica apoia conservacionistas locais na utilização de ferramentas da economia que os permitam encontrar soluções inteligentes e eficientes para os problemas ambientais mais urgentes. Desde a sua criação, a CSF conduziu dezenas de estudos sobre ambientes florestais, fluviais e costeiros. A maior parte dos nossos projetos é focada nos Trópicos, pois estes apresentam níveis extraordinários de biodiversidade. Para maximizar a influência e a qualidade dos nossos estudos, nós envolvemos profissionais de renome e organizações conservacionistas em todos os projetos.

Ecoturismo em Terras Indígenas

As terras pertencentes aos povos indígenas no Brasil, em geral, estão entre as áreas mais bem conservadas. Na Bacia Amazônica, essas vastas extensões de terra possuem taxas de desmatamento menores que em Parques Nacionais. Além da cultura singular, há paisagens deslumbrantes e alta concentração de biodiversidade. Contudo, os povos indígenas se encontram em condições precárias de saúde, transporte, alimentação e educação. Assim, no intuito de propor estratégias para o desenvolvimento sustentável nessas áreas, a Conservação Estratégica (CSF) junto aos povos Paiter-Surui (RO) e Parintintin (AM) avaliaram a viabilidade do ecoturismo como uma atividade econômica alternativa ao desmatamento. O Ecoturismo é uma atividade econômica de baixo impacto ambiental e que pode se tornar uma importante fonte de renda para a população indígena. A análise do ecoturismo nas terras indígenas consistiu na elaboração de um plano de negócio para cada uma delas. A elaboração dos Planos de Negócio foi uma atividade realizada em colaboração com a Associação Metareilá, pertencente ao povo Paiter-Surui, a Associação OPIPAM, pertencente ao povo Parintintin e a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, que juntos à Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e o Instituto Internacional de Educação no Brasil (IEB), compõem o Consórcio Garah-Itxa - Corredores Etnoambientais na Amazônia Ocidental. O projeto foi financiado pela Agência Internacional para o Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) e a Fundação Gordon e Betty Moore. Durante o projeto foram realizadas quatro oficinas de planejamento e capacitação em turismo e duas expedições de inventário dos atrativos, uma no período da cheia dos rios e outra na baixa. Além disso, foi realizado um programa de intercâmbio, no qual os indígenas das duas etnias receberam treinamento em ecoturismo na Pousada Uacari, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé-AM. O resultado dos estudos indicaram que o Ecoturismo é uma atividade econômica viável para os povos, caso tenha os investimentos pré-operacionais doados. A renda adicional prevista é de R$ 49.000 a R$ 85.000 por ano, variável pelo fluxo de turistas considerados no estudo, o que se torna relevante na complementação da renda das famílias indígenas. Constatou-se também o potencial da atividade no resgate e manutenção cultural dos povos, na integração entre gêneros e gerações e, sobretudo, na conservação do meio ambiente, questão fundamental para o negócio. Para celebrar os resultados e a conclusão dos estudos, em Julho/2012 os indígenas prepararam uma grande festa, com apresentações culturais, pintura corporal e comidas tradicionais. O relatório final e video sobre o plano de negócio de turismo foram entregues às associações indígenas em Outubro/2012. Nos links abaixo podem ser acessados os videos sobre o Plano de Negócio de Turismo em Terras Indígenas e Intercâmbio na Pousada Uacari. Para maiores informações sobre o Consórcio Garah Itxa acesse o site do IEB: http://www.iieb.org.br/?/manejo/consorcio_garah_itxa