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Resultados de nossa análise sobre a cadeia produtiva do peixe pirarucu no Amazonas, Brasil

A Conservação Estratégica (CSF-Brasil), em parceria com a Operação Amazônia Nativa (OPAN), concluiu o diagnóstico sobre o manejo comunitário e a comercialização do peixe pirarucu em Áreas Protegidas (APs) no Amazonas (AM), Brasil.

Seminário do “Diagnóstico do Manejo de Pirarucu em Áreas Protegidas do Amazonas". Crédito da fotografía: Acervo OPAN e CSF.

O diagnóstico abrangeu 34 unidades de manejo localizadas em 21 Áreas Protegidas e 10 áreas de Acordo de Pesca do estado do Amazonas. O objetivo deste estudo foi entender a realidade atual, no que tange aos aspectos financeiros, mercadológicos, de infraestrutura, organização e capacidades locais. Os resultados de nossas análises sobre o cenário do manejo mostram que, entre 2012 e 2016, a produção pesqueira aumentou 150% e a renda bruta teve um crescimento acumulado de 37%. O estoque de pirarucu quase dobrou, assim, como o número de envolvidos diretamente, chegando a mais de 4.000 pessoas. Em 2016, a renda bruta total gerada foi de R$ 7 milhões, o que corresponde à R$ 1.765 de renda bruta média por pessoa para este ano. Esses dados principais e outros importantes sobre o manejo estão disponíveis neste infográfico desenvolvido pela equipe de projeto.

Resultados preliminares deste estudo foram apresentados e debatidos em um seminário realizado em Manaus, em 22 e 23 de maio de 2018. Outros estudos e projetos sobre a cadeia de valor do pirarucu manejado também foram trazidos durante as mesas redondas sobre temáticas: Por que o preço do pirarucu pago aos manejadores é baixo? Por que a infraestrutura atual não permite a certificação e a diversificação de produtos? Por que a organização comunitária e a gestão são fundamentais para o manejo de pirarucu? Clique aqui para ler a notícia publicada pela OPAN sobre este evento.

IV Seminário Pesca e Aquicultura em São Paulo“IV Seminário Pesca e Aquicultura” em São Paulo. Crédito da fotografia: Fotos: Cintia Miayj.

Com as contribuições do seminário, a equipe técnica concluiu o diagnóstico. Os resultados finais foram apresentados em seis eventos. Primeiro, a Associação Brasileira para Pesca Sustentável (ABPS) convidou a CSF-Brasil, OPAN e a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) ao "IV Seminário Pesca e Aquicultura: buscando soluções sustentáveis" em São Paulo no dias 24 julho de 2018, que tratou de soluções sustentáveis para a pesca e aquicultura. Apresentamos dados-chave sobre a situação atual do manejo comunitário de pirarucu. No dia seguinte ainda em São Paulo, apresentamos nosso resultados no "II Fórum da Cadeia de Pescado" organizado pela rede francesa de hipermercados Carrefour. Esta rede fez a proposta de adquirir pelo menos 50% de pescado proveniente de fontes sustentáveis até 2022, visando se tornar o maior distribuidor de produtos agroecológicos do mundo. Sua estratégia empresarial está embasada na necessidade de um processo de transição para alimentação sustentável (alimentos seguros, saudáveis, nutritivos, com responsabilidade socioambiental e bem-estar animal).

Participantes do evento realizado pela rede Carrefour.Participantes do evento realizado pela rede Carrefour. Crédito da fotografia: Acervo CSF.

O estudo completo e os dados específicos de cada bacia de rio abordado foram apresentados às comunidades locais nas oficinas de devolutivas em Tefé, Carauari e Lábrea, municípios localizados às margens dos rios Solimões, Juruá e Purus, respectivamente. Em Tefé, o diagnóstico foi apresentado no "XI Encontro de Manejadores", realizado no 27 de julho de 2018 e organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

Oficina de devolutiva em Tefé-AMOficina de devolutiva em Tefé-AM. Crédito da fotografia: Fernanda Alvarenga.

Nos dias 14 e 15 de Agosto de 2018, o diagnóstico foi apresentado às lideranças das APs do Médio Juruá no "XVII Fórum do Território do Médio Juruá" em Carauari –AM, organizado pela SITAWI (ONG especializada em financiamento).

Oficina de devolutiva em Carauari-AM.Oficina de devolutiva em Carauari-AM. Crédito da fotografia: Acervo SITAWI.

Em Lábrea, a oficina de devolutiva ocorreu no dia 21 de setembro de 2018, para lideranças de UCs e TIs do Médio Purus e FUNAI.

Oficina de devolutiva em Lábrea-AM.Oficina de devolutiva em Lábrea-AM. Crédito: Acervo CSF e OPAN.

Por fim, realizamos em Manaus no dia 10 de outubro de 2018, uma oficina com lideranças chave das unidades de manejo de cada bacia e de organizações governamentais e não governamentais que apoiam o manejo, para debater sobre o contexto da pesca em 2018 e promover ações de fortalecimento da cadeia de valor do pirarucu.

Oficina de próximos passos em Manaus-AMOficina de próximos passos em Manaus-AM. Crédito: Dafne Spolti/OPAN.

Para mais informações sobre este projeto, clique aqui.

Este estudo foi desenvolvido com o suporte das organizações comunitárias, ONGs e instituições governamentais no âmbito do projeto "Parceria para Conservação da Biodiversidade na Amazônia: Cadeias de Valor Sustentáveis". Este projeto é fruto da parceria estabelecida entre o Governo Brasileiro e o Governo Americano por meio da United States Agency for International Development (USAID, Agência de Desenvolvimento Americano) e executado pelo United States Forest Service (USFS, Serviço Florestal Americano), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).