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Curso de ferramentas econômicas para a conservação de manguezais em unidades de conservação no Brasil

O curso de Ferramentas Econômicas para a Conservação de Unidades de Conservação e Manguezais de cinco dias foi realizado no Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE), que fica na cidade de Tamandaré, em Pernambuco.

Estiveram presentes vinte e cinco servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis por Unidades de Conservação com manguezais de dez estados do Brasil.

O curso foi composto por aulas expositivas, discussões em plenária, exercícios em grupo e contou também com um breve trabalho em campo. Ele começou abordando conceitos básicos de microeconomia e economia dos recursos naturais, seguido de discussões relacionadas às falhas de mercado e aos serviços ecossistêmicos. Em seguida, foram apresentados os métodos de valoração econômica de serviços ecossistêmicos, e posteriormente, os alunos tiveram a chance de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, através de um exercício em campo sobre valoração dos serviços ecossistêmicos de manguezais, realizado na famosa praia dos Carneiros. O curso continuou tratando sobre a sustentabilidade financeira de Unidades de Conservação com manguezais, e concluiu abordando temas como pagamentos por serviços ambientais e instrumentos econômicos para conservação de manguezais.

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Cerca de 90% dos manguezais no Brasil estão localizados em Áreas Protegidas (AP). No entanto, existem deficiências importantes em termos de sustentabilidade financeira e gestão de recursos nas AP do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), afetando os estoques de capital natural, a biodiversidade e as comunidades locais que dependem dos recursos da natureza.